|
As Forças Ocultas
da Natureza
Vicente Beltran Anglada

Fadas das Flores
Esta definida espécie de elementais construtores, composta de
inúmeras variantes, pertence a um grupo particular de ONDINAS e sua
principal incumbência é elaborar ou confeccionar as flores que
adornam a Natureza. Estão, portanto, de maneira muito peculiar,
vinculadas à evolução do Reino vegetal. É curioso e singularmente
interessante ver como trabalham estes pequenos e belíssimos devas
construtores no seu elemento natural, na exalação úmida da Natureza
quando os raios do sol esquentam a terra. Há FADAS em incrível
quantidade de tons cromáticos, pois é muito numerosa a lista de
flores no Reino vegetal, algumas de rara e espetacular beleza.
Secundadas por certa espécie de SILFOS do ar, "pintam as flores",
dotando-as daquela suntuosidade de cores que podemos apreciar em
toda parte, como também do seu especial e inconfundível perfume.
As FADAS são belas e brincalhonas. Podem ser apreciadas
clarividentemente quase que por todas as partes, nos lugares onde há
plantas com flores, árvores frutíferas e ervas aromáticas.
Encontram-se muito particularmente ativas durante a estação
primaveril, quando a Natureza cobre os prados, vales, bosques e
jardins de verdor e de flores .

Espíritos da Terra
Geralmente são denominados de GNOMOS e podem ser vistos a perambular
pelos prados, campos e bosques. Adotam às vezes uma forma quase
humana, em especial os que vivem nas proximidades das casas de campo
ou granjas com muitas árvores, e têm uma especial predileção pelas
crianças, com as quais gostam de brincar. Como são grandes
imitadores, muitas vezes tomam as formas das criaturas e pessoas
adultas, embora visivelmente deformadas e às vezes vestidas com
extravagância. A missão dos GNOMOS é o crescimento das plantas e o
lento desenvolvimento das pedras da superfície da terra, onde vivem,
mas também podem habitar no interior das árvores, auxiliando o
trabalho dos devas construtores do Reino vegetal que cuidam do
desenvolvimento delas. Na parte superior da ilustração podemos
contemplar um espírito da terra trazendo substância etérica, que
incorpora a um determinado vegetal em processo de crescimento. As
demais figuras são espécies distintas de GNOMOS. Alguns, como
podemos observar, adotam formas tipicamente vegetais. Existem em
quase todas as cores, embora predominem as que constituem seu
elemento natural, o verde da Natureza, ou das pedras que lhes servem
de morada e da terra dos locais onde habitualmente residem e
trabalham.

Silfos do Ar
Temos aqui algumas formas de SILFOS, tal como são percebidos por um
observador dotado de clarividência etérica. Movem-se em grandes
velocidades pela imensidão da aura planetária. A faculdade de
percebê-los reside não somente na rapidez dos seus movimentos, como
também na freqüente mudança de forma que adotam no éter.
A cor dos SILFOS é predominantemente azul e eles se confundem com o
azul do céu. São observados em grandes grupos que se deslocam pelo
espaço, sob a misteriosa direção de um Deva do ar de maior evolução.
No centro da imagem podemos apreciar um destes SILFOS mais
evoluídos. Como podemos observar, apresentam forma vagamente
semelhante à de certos pássaros, embora sua inteligência seja muito
superior a destes belos expoentes do mundo animal. São percebidos à
frente de grandes concentrações de pequenos SILFOS que operam no
espaço e criam ali as condições definidas que originam os fenômenos
do vento, chuva e eletricidade atmosférica. Algumas espécies de
SILFOS, da categoria especial que podemos contemplar na parte
superior direita da página ilustrada e no final da mesma, ambos em
posição descendente, colaboram com os devas do Reino vegetal,
colorindo as flores e amadurecendo os frutos.

Salamandras do Fogo
Existem em muitas espécies, mas a forma típica das salamandras é a
de "línguas de fogo" que surgem do centro de qualquer núcleo de
matéria em ignição, desde a pequena lareira do lar até uma
gigantesca erupção vulcânica. Seguem sempre o rastro de um AGNI, ou
"Senhor das Salamandras" que propaga o fogo em todas as direções
possíveis, sendo seus colaboradores imediatos uma espécie específica
de Silfos que "movem o ar para que o fogo seja introduzido".
Os AGNIS são muito maiores que as salamandras e, quando observados
clarividentemente, são percebidos em uma grande diversidade de
formas, mas sempre sob intensos e brilhantes resplendores ígneos.
Comandam as salamandras, indistintamente apreciadas sob a figura de
"volutas ígneas", em incessante movimento.
Os AGNIS, "Senhores das Salamandras" que aparecem no gráfico são da
espécie mais comum, embora possam ser apreciados no desenvolvimento
de grandes incêndios. O AGNI situado na parte inferior direita da
imagem foi captado nos fogos de uma fundição, entrando e saindo das
massas ígneas de metal fundido, seguido de um amplo rastro de
salamandras. O da parte superior esquerda foi observado durante o
incêndio de um bosque.

Devas da Natureza
Correspondem a uma categoria especial de ANJOS, cuja função é a
direção do trabalho construtor de uma infinita legião de elementais
construtores. Possuem uma evolução superior à humana e sua presença
infunde uma indescritível paz e um potente dinamismo no ânimo de
quem pode contatá-los. Habitam nos impenetráveis retiros etéricos
das altas montanhas, nos férteis campos e nos extensos e verdejantes
prados. São de impressionante estatura, embora possam adotar a
altura natural do homem à vontade. Como pudemos constatar, são
agentes diretos dos grandes Anjos, cujas resplandecentes vidas
qualificam os reinos da Natureza. Não são avessos ao contato com os
seres humanos, desde que observem neles uma motivação sincera de
aproximação espiritual ao mundo dévico. Alguns desses Devas
facilitaram a nossa introdução em certos mistérios alquímicos que
são realizados em retiros ocultos e secretos da Natureza.
Apresentam-se ao observador qualificado envoltos em grandes e
luminosas nuvens de substância etérica, emergindo do centro das
mesmas em uma resplandecente e gigantesca forma humana.
Paradoxalmente, porém, não apreciam os traços habituais da
humanidade com que estamos vinculados pelos laços cármicos. São mais
intuídos do que percebidos, devido à impressionante aura magnética
que os precede. Temos aqui três figuras desta espécie superior de
Devas, que procuram dar uma certa idéia das suas formas
características. A do centro corresponde ao resplandecente DEVA
regente de uma vasta área, incluindo bosques, campos, montanhas e
rios. No momento em que foi percebido, encontrava-se em atitude de
bênção. Os outros dois DEVAS, de categoria inferior, foram
observados nos altos picos do Montseny. De maneira geral são
denominados de "Senhores das MONTANHAS”.

Silfos comandados
por um Deva do Ar
As imagens que podemos apreciar nesta ilustração foram captadas
durante o processo de formação de um furacão nas altas montanhas.
Compunha-se de uma quantidade impressionante de SILFOS, cuja ação
era comandada por um Deva do Ar de maior evolução, o qual constituía
o eixo principal daquela atividade. Ele pode ser observado na parte
inferior da imagem, deslocando-se pelo espaço em velocidades
impressionantes, deixando atrás de si grande quantidade de chispas
elétricas e formando vastos redemoinhos, um dos quais pode ser
apreciado na parte superior da ilustração, girando com
extraordinária rapidez, como uma gigantesca turbina, deslocando o ar
na direção que determina o Deva diretor.
Na parte direita pode-se ver outra forma de redemoinho. O Deva,
neste caso, encontra-se no centro e não se desloca como no caso
anterior; assim o vento ou ar em movimento pode ser apreciado em
todas as direções e não em uma direção definida. Observe-se a
diferença de matizes entre um e outro. A velocidade de deslocamento
origina uma cor muito parecida com o azul do céu, por isso é muito
difícil perceber a ação dos SILFOS. Quando o centro da mesma se
localiza em um ponto determinado do espaço, as cores são
diferenciadas porque a atividade total dos ESPÍRITOS DO AR é mais
lenta. Mas, tanto no primeiro caso como no outro, o espetáculo é
realmente maravilhoso...

As Ondinas da Água
Como ocorre com todos os elementais construtores, há ONDINAS de
diferentes espécies e graus de evolução. Seu elemento natural de
expressão é a água e elas podem ser vistas em grandes concentrações
nas profundezas dos oceanos, lagos, rios, cascatas, etc. Sua alegria
é o movimento da água e podemos observar todo tipo de ONDINAS,
saltando e brincando com a espuma que as águas dos rios produzem
quando se chocam contra as pedras que encontram pelo caminho. São de
cor predominantemente verde, mas também existem as azuis, de grande
beleza, nas águas tranqüilas dos lagos. Não evitam a presença do
homem e a tradição marinheira que fala de sereias está se referindo,
na verdade, a uma espécie particular de ONDINAS que habitam os
grandes mares ou oceanos.
No gráfico há vários tipos de ONDINAS. As do centro e da direita
correspondem às ONDINAS percebidas nas margens de um rio que desce
de uma alta montanha. Acima, à esquerda, uma ONDINA percebida quando
surge da espuma provocada por uma pequena cascata e, na parte
inferior, duas ONDINAS abraçadas, percebidas à beira de um mar
calmo.
Anjo de Luz
Associação Vicente Anglada
|